junho 08, 2017

Opinião: Pequena Abelha, Chris Cleave

Título: Pequena Abelha
Título Original: Little Bee
Autor: Chris Cleave
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892313177
Nº de Páginas: 272

Sinopse: Não queremos contar-lhe O QUE ACONTECE neste livro. Esta é uma HISTÓRIA MESMO ESPECIAL e não queremos desvendá-la.
Ainda assim, vai precisar de saber um pouco mais sobre ela para querer lê-la, por isso, vamos dizer apenas o seguinte:
Esta é a história de DUAS MULHERES. Os seus destinos vão cruzar-se UM DIA e uma delas terá de fazer UMA ESCOLHA terrível, o tipo de escolha que ninguém deseja enfrentar. Uma escolha que envolve vida ou morte. DOIS ANOS DEPOIS, elas encontram-se de novo. É então que a história começa verdadeiramente…

     Eu vou honrar o pedido e não vos vou contar o que acontece. Eu sei que devem estar a pensar, que tipo de review é esta? Mas eu acho que este livro é uma jornada que todos os leitores devem seguir por conta própria. O que eu digo é que o autor Chris Cleave criou uma história poderosa, emocionante e excepcional. A ideia foi inspirada na sua infância na África Ocidental e numa visita a um centro britânico de detenção de imigração. E a personagem da Pequena Abelha conta as suas opiniões sobre o mundo e a vida, de um certo modo doloroso e atraente.
     A narrativa move se entre a Pequena Abelha e Sarah. O que é tão interessante são as suas opiniões diferentes sobre os mesmos eventos. Todos os personagens de suporte, o marido, o amante e o filho de Sarah são escritos poderosamente, e conseguem nos provocar uma forte reação e emoção. Há alguma violência no livro, mas é parte integrante da história. O fim é doloroso, estimulante e dá esperança ao nosso futuro.
     Coisas fortes? Sim, é - mas é um livro que vais ficar feliz por ler. E que poderá te fazer ver o mundo de uma maneira diferente.
 Chris Cleave foi jornalista, colunista, barman, marinheiro, professor e pioneiro da Internet. Incendiário, o seu romance de estreia, foi um bestseller internacional, tendo sido publicado em vinte países e vencido o Somerset Maugham Award em 2006, o Book-of-the-Month Club Award na categoria de primeiro romance e o Prémio Especial do Júri nos Prémios dos Leitores de França em 2007. Foi adaptado para o CINEMA, num filme protagonizado por Ewan McGregor e Michelle Williams.
Pequena Abelha foi um estrondoso sucesso de crítica e público em todo o mundo, tendo liderado a lista de bestsellers do The New York Times e sido considerado um dos melhores livros do ano por diversas publicações, entre elas, o The Independent. Está também a ser adaptado para o cinema, num filme protagonizado por Nicole Kidman.

junho 01, 2017

TOP: Melhores músicas para ler

Muitas pessoas preferem o silêncio, algumas não se importam com o som de fundo de um programa de televisão enquanto que outras gostam de juntar a leitura com a música.

Entrelinhas sugerimos...
Ben Howard - Old Pine

Lana Del Rey - Ride

Hozier - Work Song

Jason Mraz - 93 Million Miles

James Blunt - Tears and Rain

Milky Chance - Piano Song 

Estas são algumas das músicas que podem encontrar na nossa playlist para momentos de leitura. Com o volume muito baixinho não nos desconcentram, pelo contrário, ajudam nos a relaxar. E tu? Preferes com ou sem música?

Opinião: No Canto Mais Escuro, Elizabeth Haynes

Título: No Canto Mais Escuro
Título Original: Into The Darkest Corner
Autora: Elizabeth Haynes
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722350884
Nº de Páginas: 372

Sinopse: No Canto mais Escuro é um thriller psicológico soberbo, a história arrepiante de Catherine Bailey, uma jovem independente e bem-sucedida, que se deixa envolver numa relação amorosa abusiva que se vai pervertendo ao ponto de colocar a sua própria vida em risco. Num jogo psicológico extremamente artificioso e doentio, Lee Brightman, um homem lindo e carismático, vai seduzindo e dominando Catherine. Com uma estrutura narrativa inteligente, a autora dá-nos a conhecer o antes e o depois, a forma como uma relação deste tipo pode transformar uma mulher alegre e confiante numa mulher destroçada, subjugada por um medo constante.

     O prólogo do livro abriu com uma transcrição do tribunal que despertou logo o meu interesse. Em que, o Sr. Brightman está a ser questionado sobre o seu relacionamento com a senhora Bailey.
     A história é contada a partir de dois períodos de tempo de 2003 e 2007. E foram necessárias poucas páginas para descobrir que os dois quadros são contados do ponto de vista da mesma pessoa - Catherine Bailey em 2003 e Cathy Bailey em 2007.
     Em 2003, Catherine é uma mulher jovem, cheia de vida que conhece Lee, um porteiro do bar, numa noite. Ele parece ser perfeito - atento, bom na cama, bonito, pensativo e muito mais. Mas, em 2007, Cathy é atormentada pela extrema ansiedade, ataques de pânico e transtornos obsessivo compulsivos. Ela não consegue parar de verificar as portas, janelas e fechaduras. E começamos nos a perguntar o que terá acontecido com Catherine, para tal mudança de personalidade.
     Elizabeth Haynes emprega uma técnica altamente eficaz, desvendando as duas histórias em capítulos alternativos. O perigo em 2003 é insidioso, vai-se construindo lentamente em direção a um clímax, com a tensão aumentando e aumentando. Ao ponto de nos apetecer gritar com Catherine. Em 2007, Cathy está a lutar para conseguir lidar com a vida quando ..... !
     No Canto Mais Escuro está também de parabéns porque trata de assuntos bastante sérios; em que a escritora fez um trabalho perspicaz em descrever os transtornos obsessivo compulsivos e a violência doméstica.
     De algumas críticas que encontrei percebi que muitos leitores não gostaram do livro, mas não sei como. Eu acho que é um thriller psicológico fascinante que conseguiu manter o  meu interesse até virar a última página. (Na verdade, tive alguma dificuldade em não pular para o final no meio do caminho para ver o que aconteceu).  
Um romance de estreia que arrebatou público e crítica e recebeu os prémios Amazon Best Book of the Year 2011 e Amazon Rising Stars 2011.

Elizabeth Haynes é analista dos serviços secretos da polícia britânica. No Canto mais Escuro, que marca a sua brilhante estreia na ficção, foi traduzido em 27 línguas e editado em países como o Brasil, China, Japão, Alemanha ou Estados Unidos, e deixa antever uma promissora carreira literária. Haynes vive em Kent com o marido e o filho.

maio 31, 2017

É já amanhã!!!

O maior evento literário está de volta ao Parque Eduardo VII, em Lisboa.

E como se não fosse suficiente juntar centenas de livreiros e editoras no mesmo espaço,
há ainda um vasto programa de animação e cultura.

- Sessões de autógrafos
- Clubes de leitura
- Poesia
- Animação infantil
- Teatro
- Lançamentos de livros

Conheçam toda a programação aqui.

maio 29, 2017

Resultado do passatempo: Notebook Simples da Prettie


     Tivemos mais um passatempo no Entrelinhas e senão participas-te ou não foste a pessoa vencedora que ganhou um notebook simples da Prettie não te preocupes que vamos ter mais passatempos para breve.


                        A feliz contemplada é...
                          Catarina Gonçalves


* O/A vencedor/a foi escolhido através do random.org
* Um e-mail será enviado à vencedora a fim de pedir os seus dados para envio do livro; caso não o reclame num perído de 72 horas será escolhido outro/a vencedor/a.

maio 25, 2017

Opinião: Em Parte Incerta, Gillian Flynn

Título: Em Parte Incerta
Autora: Gillian Flynn
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722525572

Sinopse: Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…
Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo - mas será mesmo um assassino?
Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa de prata escondida atrás do armário de Amy?

     É o quinto aniversário de Nick e Amy. E é também o dia em que Amy desaparece. A primeira parte de Gone Girl é contada em capítulos alternados do ponto de vista atual de Nick, com flashbacks de lembranças. E a perspetiva de Amy é apresentada através de páginas de um diário, começado à sete anos até ao dia em que desaparece. As narrativas contam uma história completamente diferente. Mas quem estará a dizer a verdade?
     Eu sou uma grande fã de thrillers psicológicos e com Gone Girl, Gillian Flynn criou um dos melhores que eu já li. A linha do enredo é completamente imprevisível. Ao longo da obra existem mentiras, segredos e omissões enquanto são explorados temas como casamento, traições e relações familiares. E cada revelação consegue ser mais surpreendente que a anterior.
     Flynn brinca assim com os leitores de uma maneira completamente deliciosa e tortuosa.


Gillian Flynn é autora de Dark Places, best-seller do New York Times que foi eleito melhor livro de 2009 pela Publishers Weekly, foi um dos favoritos dos críticos da New Yorker, a primeira escolha do Chicago Tribune na área da ficção e o livro de escolha para o verão da Weekend Today. É também autora de Sharp Objects, vencedor do Dagger Award e nomeado para o Edgar Award de romance de estreia, escolha da BookSense e da seleção de Descobertas da cadeia de livrarias Barnes & Noble. A autora está publicada em vinte e oito países. 

maio 18, 2017

Opinião: Na Senda do Crime, Donna Leon

Título: Na Senda do Crime
Autor: Donna Leon
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722333160
Nº de Páginas: 216

Sinopse: Guido Brunetti, o sedutor detective criado por Donna Leon, volta a entrar em acção no palco da sua cidade, a mítica Veneza. Neste novo título, o suspense é intenso, desde o início, pela intervenção de Paola, a mulher que partilha a vida do commissario Brunetti. Tendo ela decidido agir «fora da lei» por uma questão de consciência, num protesto contra a promoção de excursões sexuais a países asiáticos, estabelece-se uma cumplicidade entre ambos, que irá comprometer a carreira do commissario. As coisas complicam-se quando um assalto e um assassínio levantam suspeitas de ligações à Máfia, colocando Brunetti sob grande pressão. Como em todos os livros desta série, a intriga policial extravasa o género para revelar de forma brilhante o interesse da autora nas causas profundas do crime e da corrupção que radicam na própria sociedade. É assim que Veneza, no seu esplendor ambíguo se torna quase uma personagem de direito próprio, enfeitiçando-nos com o seu lado sombrio, oculto.

     O comissário Guido Brunetti está numa posição difícil. O seu trabalho é defender a lei. No entanto, a sua esposa, a professora Paola Brunetti, quer parar uma agência de viagens que vende excursões sexuais para homens. Com a pressão adicional de resolver um assalto e assassinato com possíveis conexões com a máfia, Brunetti está preocupado tanto com o seu relacionamento, como com a sua esposa e a sua carreira.
     Os personagens são fantásticos. Aprecio o pragmatismo aparente de Brunetti e a compreensão de que o seu trabalho é defender a lei, mesmo que por vezes não pareça ser o caminho mais justo a seguir.
     Leon cria um rico senso de humor mas principalmente de lugar através de descrições sensoriais de visão, som e particularmente, cheiro.
     Um livro que começa sem um prólogo, mas com uma abertura inesperada e intrigante logo a capturar o nosso interesse. Apesar dos momentos de luz, Leon sempre nos lembra que este é um verdadeiro procedimento policial no qual há violência e tragédia.

Donna Leon é uma autora que dispensa apresentações. Muitas vezes comparada a Agatha Christie, consagrando-se como uma das melhores escritoras de romances policiais, com a série protagonizada pelo comissário Guido Brunetti. A escritora norte-americana tem vindo a destacar-se mundialmente como uma das mais importantes autoras do policial contemporâneo, sendo que, as suas obras se mantêm sucessivamente nas listas dos mais vendidos em todo o mundo.