fevereiro 23, 2017

Opinião: A Casa da Felicidade, Edith Wharton

Título: A Casa da Felicidade
Título original: The House of Mirth
Autor: Edith Wharton
Editor: Publicações Europa-América
ISBN: 9789721037847
Nº de páginas: 384

Sinopse: A bela Lily Bart vive entre os “nouveaux riches” de Nova Iorque, gente cujas fortunas foram feitas graças aos caminhos-de-ferro, aos transportes marítimos e à especulação imobiliária. É neste mundo moral e esteticamente decadente que Lily procura um marido capaz de satisfazer a sua enorme necessidade de se sentir admirada bem como de lhe garantir o luxo e a opulência que tanto aprecia. Envolvida num escândalo, acusada de se ter tornado amante do marido de uma amiga, Lily será votada ao ostracismo, deixando de encontrar um sentido para a vida.

     Lily Bart é possivelmente a personagem mais complicada de todas as obras de Edith Wharton, e é apresentada neste romance com um dos melhores retratos do brilho e crueldade da classe alta da sociedade de Nova York. Lily tem 29 anos e encontra-se dividida entre o desejo de se encaixar na sociedade e o desejo de uma relação, não se enquadrando em nenhuma delas. Este romance é então a história sobre a sua queda.
     Lily é vivaz, espirituosa, e sabe exatamente como manipular as pessoas ... mas a sua ganância e o desejo de ter uma boa vida levam na a rejeitar as propostas de casamento de vários homens que poderiam ter sido de outra forma adequados. Por essa razão, Lily tem dificuldade em ver o que está precisamente à sua frente - Lawrence Selden, seu amigo com quem ela tem um relacionamento complicado e às vezes bastante tenso ao longo do romance. No final, Lily é rejeitada pela sociedade da qual ela tão desesperadamente quer fazer parte.
     Dificilmente algum autor consegue descrever a sociedade de Nova York de classe alta da maneira que Edith Wharton. Como tal, este romance contém um brilhante comentário sobre o aspecto da dupla face para a sociedade da qual Wharton veio.


Edith Wharton nasceu em 1862 numa das famílias mais ricas e conceituadas de Nova Iorque. Para além de Sono Crepuscular, da sua vasta obra literária destacam-se A Idade da Inocência, Ethan Frome, Jovens Rebeldes e A Casa da Felicidade. Conhecida pela sua perspicácia e acutilância, é uma cronista excepcional e um dos nomes incontornáveis da literatura mundial. Foi a primeira mulher a ser distinguida com o Prémio Pulitzer de Ficção, a ser nomeada doutora honoris causa pela Universidade de Yale e a ser eleita para a Academia Americana de Artes e Letras. Faleceu em França, em 1937.

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